No fim do entardecer premeditado
Existe ainda um misto de cores alvorecentes.
Junto com o vento imaculado
Jaz o nutante sol dos poentes.
Na verdade do horizonte oscilado
Dormem todos os refúgios pagãos.
Cambaleante como o rio inavegado
sofre aquele que dá de cara com os sete chãos.
Certo de que não há mais nada
Cega-se o que vive em constante niilismo
Por mais que a estrela demore a ser gerada
resta-nos, ao menos, um pouco de otimismo
e um brinde ao caos!
quarta-feira, 9 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Frascos
Restam faíscas de lembrança
Dançando entre a chuva e o véu
Onde um outrora brilhante céu
Agora chora sua crua desesperança.
Então vivem no marasmo
Querubins que choram um amor esquecido.
Adejam diante do sentimento adormecido
Recobertos por um sôfrego espasmo.
E eu encontro-me inerte e desvairada
Andando com gatos enxotados
Tropeçando nos meus versos vomitados
Sem ser nada se não uma alma desencorajada.
Dançando entre a chuva e o véu
Onde um outrora brilhante céu
Agora chora sua crua desesperança.
Então vivem no marasmo
Querubins que choram um amor esquecido.
Adejam diante do sentimento adormecido
Recobertos por um sôfrego espasmo.
E eu encontro-me inerte e desvairada
Andando com gatos enxotados
Tropeçando nos meus versos vomitados
Sem ser nada se não uma alma desencorajada.
29-05-08
domingo, 29 de junho de 2008
Amarelo
Já vai longe e ausente
Uma primavera sem lembrança
E um verão que fora quente
Agora lamenta-se em memórias de criança.
E junto deles vão embora os outonos
Repletos de girassóis sem donos.
É como se fosse amor louco
Isso que arde em espasmo que apetece
Dentro do meu peito que não é pouco
de emoção que mata e aquece
e que traz com ela auroras de outonos
coloridas com girassóis que não têm donos.
Então, num inverno eterno
Jaz meu coração vencido,
que não tem mais sentimento terno
E, por culpa do veneno, está adormecido.
E ele não irá acordar até que chegue o outono
Trazendo os girassóis e seu verdadeiro dono.
Uma primavera sem lembrança
E um verão que fora quente
Agora lamenta-se em memórias de criança.
E junto deles vão embora os outonos
Repletos de girassóis sem donos.
É como se fosse amor louco
Isso que arde em espasmo que apetece
Dentro do meu peito que não é pouco
de emoção que mata e aquece
e que traz com ela auroras de outonos
coloridas com girassóis que não têm donos.
Então, num inverno eterno
Jaz meu coração vencido,
que não tem mais sentimento terno
E, por culpa do veneno, está adormecido.
E ele não irá acordar até que chegue o outono
Trazendo os girassóis e seu verdadeiro dono.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Conscientizando
Nas tuas palavras de consolo
jaz meu mais fiel e puro sentimento.
Conforme os passos ecoam
Tua sombra me traz um temor
e o que outrora fora ruído
agora é qualquer outra coisa, amor.
Sem sentido esse desfragmentado
suor nada salgado
Que raspa a língua e induz ao aglomerado
de sentidos e gestos e toques
Me consola e me amortece
E quando tudo parece perdido
soa.
Teus olhos de estrela cadente
pousados no meu seio dormente
esquentam e esfriam em constante mudança
e vibram ao barulho de qualquer dança
E o que outrora fora sentimento de criança,
Agora é qualquer outra coisa, amor.
Na noite cálida e febril
gostaria de tocar o céu ao teu
e dormir devaneando lembranças hostis
de ontens que deixaram gosto de cinzas
na minha boca mofada
que implora por frescor quando não há mais
nada.
Suas feridas abertas acalmam-me
nas madrugadas frias e sem cor
que concebem auroras brilhantes
que mal sabem o que realmente acontece
quando algo que outrora fora verdadeiro
ainda o é, amor.
jaz meu mais fiel e puro sentimento.
Conforme os passos ecoam
Tua sombra me traz um temor
e o que outrora fora ruído
agora é qualquer outra coisa, amor.
Sem sentido esse desfragmentado
suor nada salgado
Que raspa a língua e induz ao aglomerado
de sentidos e gestos e toques
Me consola e me amortece
E quando tudo parece perdido
soa.
Teus olhos de estrela cadente
pousados no meu seio dormente
esquentam e esfriam em constante mudança
e vibram ao barulho de qualquer dança
E o que outrora fora sentimento de criança,
Agora é qualquer outra coisa, amor.
Na noite cálida e febril
gostaria de tocar o céu ao teu
e dormir devaneando lembranças hostis
de ontens que deixaram gosto de cinzas
na minha boca mofada
que implora por frescor quando não há mais
nada.
Suas feridas abertas acalmam-me
nas madrugadas frias e sem cor
que concebem auroras brilhantes
que mal sabem o que realmente acontece
quando algo que outrora fora verdadeiro
ainda o é, amor.
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